segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Noite

Ah, como Porto alegre é bonita a noite. Passei com a velha insonia a observar mais, da minha janela, o quão é bonita a cidade, o silêncio das ruas, o vago das pessoas. Somente os solitários estão acordados ao som de qualquer que seja a música tocada no seu coração. O sol faz aparecer a felicidade, a lua, os desalmados e acompanhantes daquela que se chama solidão. A falta de sentido as cores que se encherga a noite, são explicadas pela ausencia das estrelas numa noite sem luar. Como se a vida não fizesse tanto sentido a beira de uma sacada, que faz ver quanto o chão é distante da realidade, mas nada me faz pensar mais do que na dor que deve ser tanta altura desejada. Não somos donos desta vida, quem afinal é dona dela?
As decisões não são nossas, as vontades, muito menos, apesar de sentirmos um certo vazio dentro de nós mesmos, afinal, qual o sentido da vida? O que fazer dela? O que esperar dela? Ela virá? Voltará? O mundo, afinal, não é movida das respostas, mas das questões, enfim, quais são as perguntas certas a serem feitas?
Bom, não resta a mim responder mas sim, esperar.

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