segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Encontrando o meu eu

Distante e ao mesmo tempo perdido num mundo dos seres humanos.
Fazem eu me sentir um estranho extraterrestre vivendo como eles, mas não igual.
Como se o mundo não fosse meu lugar, mesmo! E achar que nada convém a mim, nem mesmo conspira.
Não que eu gostaria disso, mas, me sentir igual a um humano.
Não sinto vazio, mas incompleto e incompreendido, sem saber o que, como e porquê fazer.
O que me faz perceber que estou mais ou menos em um rumo certo, apesar de não me sentir bem, mas também não me faz mal algum.
O passado já não me atrapalha tanto quanto era comum, o futuro, eu guardo apenas nos momentos em que caminho sozinho.
O engraçado é que não me sinto a vontade de sentir, isso me faz sofrer, mas não dói!
O presente já também deixou de ser um martírio.
As flores estão perdendo as cores.
As árvores estão secando.
As nuvens estão se formando.
A chuva então cai, dando formato ao cinza e ao verde.
Inverno em meu coração.
Não sinto mais dor, pois as folhas caíram no outono.
Agora resta esperar a neve recuar e ver o pássaro cantar.
Outra vez...
É bom sentir isso, sozinho.
Aprender a se conhecer e ver que as necessidades só serão resolvidas caso eu me encontrar.
Enfim me descobri jogado ao chão, esperando por ajuda.
O que me resta, ajudar a me recuperar.
Para um dia então ver o sol raiar.
E para o mundo, finalmente acordar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário